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Partilha de Dom Jubal no ENUJAB 2005
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QUEM SOMOS NÓS ANGLICANOS? |
1. Quem
somos, como atuamos, o que queremos... (inter-relacionados na dança da
vida...) = tema da ENUJAB 2005.
2. Quem somos se descobre não por um “saber de quem se trata”, mas “um conhecimento recíproco que ocorre depois de certo tempo de convivência”. Como no encontro humano. Não basta saber nome, idade, o que faz, endereço, etc. de alguém para afirmarmos que sabemos quem ele/ela é. É necessário conviver, caminhar com...
3. Quem somos?
Boletim “Amor à Missão” (a leitura nos ajuda a conhecer melhor...).
Batismo nos faz cristãos (nos fornece a identidade e o compromisso)
Confirmação (a IEAB é parte da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica de Cristo, nunca afirmamos que ela seja “a Igreja”).
4. Que parte é essa? Qual sua contribuição? Qual sua característica?
5. Estrutura básica da IEAB (a partir de suas bases, as comunidades).
6. Focos da Unidade (instrumentos): Arcebispo de Cantuária, Conferência de Lambeth, Conselho Consultivo Anglicano, Encontro de Primazes
7. Laços de afeição: o que nos une como Comunhão Anglicana são relações e não regras!
8. Unidade na Diversidade (Santo Agostinho de Hipona): “unidade no essencial, liberdade no secundário, e em tudo caridade”.
9. Quadrilátero de Lambeth (1888): Bíblia (AT + NT), Sacramentos do Batismo e Santa Comunhão, Credos Apostólico e Niceno, Episcopado histórico.
10.
D. John Baycroft (Otawa, Canadá): os três caminhos do “jeito de ser
anglicano”:
Bíblia,
Sacramentos,
Oração.
11.
O Livro de Oração Comum; uso dos Salmos na tradição anglicana...
“A lei da adoração é a lei da crença” (lex orandi lex credendi).
12. Nosso “jeito de ser” se baseia em 3 colunas: Bíblia, Tradição e Razão (já com o arcebispo Cramner, no século 16).
13. Os 5 focos da Missão: consenso anglicano desde 1985, apontando a inseparabilidade e intercomplementaridade das áreas de:
Proclamação do Evangelho (Evangelização),
Batismo e Educação dos fiéis (Educação),
Serviço de amor aos necessitados (Diaconia),
Combater a injustiça social (Justiça),
Integridade da Criação (Promoção da Vida).
14. Cogito ergo sum (Descartes) / Pertenço, logo existo (África).
O que nos identifica não é um conjunto de regras ou leis (uma “Confissão”), mas um “estar juntos ainda que diferentes”.
15.
Via Média (equilíbrio, sem ênfases
desmesuradas em certos aspectos da verdade). Católica
e Protestante: não se opõem, mas são aspectos de um todo.
Evangelical,
Liberal,
Carismático,
Tradicional,
Fundamentalista...
16. Inclusividade, Ethos Anglicano. Relacionamento/comunhão.
17. Discernimento. As 3 peneiras (Sócrates): verdade, necessidade, bondade.
18.
Arcebispo Michael Ramsey (década de 70), respondendo a um jornalista a respeito
de “o que é a Igreja Anglicana, afinal de contas?”:
- Vem e vê!
+Jubal Neves, 29/07/2005
Oficina do ENUJAB 2005
Tema: PAZ
Andréia
Silva
Fraternidade
Ecumênica de Igrejas Cristãs– Santa Maria/RS
Duas manhãs ensolaradas, um lugar maravilhoso, com árvores, lagos, jardins e muita juventude! Este foi o ambiente que foi oferecido para que coordenássemos a oficina com o tema PAZ.
Foram dois grupos de aproximadamente 11 jovens cada, muitas experiências, riso, espontaneidade, criatividade e alegria. Nossa oficina foi ilustrada com 4 músicas, todas com mensagens para refletirmos sobre nossas vidas (Muros e Grades – Engenheiros do Hawaí, Paciência – Lenine, Minha Alma, A paz que eu não quero – O Rappa e Dias Melhores – Jota Quest). Aproveitamos a beleza da temática do Encontro – Na Dança da Vida... Quem somos? Como atuamos? O que queremos?
Começamos ouvindo uma das músicas para que esta nos ajudasse a colocar em comum tudo aquilo que entendíamos, sabíamos ou imaginássemos que seria PAZ. Logo, partilhamos entre nós estas reflexões. Após cada um do grupo socializar seus sentimentos, conhecimentos em relação a esta palavrinha tão falada e proclamada, a PAZ, começamos a refletir sobre uma das grandes dificuldades da sociedade hoje que é relacionar-se. Os jovens da oficina partilharam muitas experiências bonitas, falaram das dificuldades que sentem nos diversos ambientes de convivência, sobre a falta de diálogo, de paciência, a intolerância de uns com os outros, da banalização das relações afetivas (o ficar entre a juventude), da conseqüência de todos os atos impensados e por fim sobre a grande responsabilidade que cada um tem em ajudar a mudar para melhor a forma de se relacionar.
Trabalhamos ainda que a paz é um assunto urgente e necessário, se fala muito, mas se pratica pouco. Ouvimos mais uma das músicas (Minha Alma – O Rappa) fizemos juntos o exercício de pensar: Qual é a PAZ que eu NÃO quero? Partilhamos os pensamentos, as aflições, a realidade social onde cada um vive e a partir daí construímos juntos o que queremos em relação a paz. Uma palavra que apareceu muito na oficina foi a palavra JUSTIÇA, inclusive foi citado o Salmo 85 com inspiração para a nossa reflexão: “Amor e fidelidade se encontram, Justiça e Paz se abraçam”.
Por último, ajudamos o nosso corpo a sonhar com a PAZ, aproveitamos o ambiente em que estávamos para ouvir a poesia “É Hora de PAZ” (de autoria desconhecida).
É hora de paz
E fez-se então, a hora da paz, os povos calaram-se simultaneamente!
E ouviram a voz das águas, das montanhas, da natureza, dos animais, e nada mais...
O ar soprou forte, fazendo folhas rodopiarem! Ninguém agiu nem falou, ninguém se moveu.
E então, a humanidade entrou na imensidão do silêncio. E vivenciou a mais perfeita paz
Naquela
hora nenhuma arma foi acionada, nenhuma máquina foi ligada, nenhuma agressão
foi cometida; nenhuma sirene soou, nenhum alarme disparou. Apenas funcionava o
que da vida cuidava.
E, pela primeira vez a humanidade conheceu a paz.
Minutos antes de terminar todos estavam armados, com uma pequena semente, que ao soar o sinal programado, foram lançadas à terra, e em todo o mundo a paz foi semeada; na Terra e no coração de cada um.
A paz há de vir para ficar, e uma nova linguagem de paz!
Somos todos irmãos, somos todos iguais, somos filhos da Terra, do Sol, da Água, do Ar.
Somos todos peregrinos por esta Terra a viajar
Entrando para o novo milênio com a mais intensa missão: a missão de promover a paz!
Uma nova linguagem há de vir, e traduzirá a Fé, a esperança, o amor...
É a linguagem da paz, que será falada, sentida, cantada... De norte a sul, de leste a oeste, em todo planeta terrestre ecoará pelos confins da alma.
E se expandirá pelo imenso universo; é a linguagem da paz, que todos conhecerão.
Que virá de dentro de cada ser, para promover a união...
Até que um só povo, um povo multicor, de mãos dadas dançará, entoando a mais bela canção. Todos a uma só voz...Unidos, em nome da PAZ!
Nossa oficina foi concluída com abraços, desejamos uns aos outros a PAZ. Cantamos a última música “Dias Melhores” (Jota Quest), “Vivemos esperando dias melhores... Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás”.
Com certeza, o Encontro Nacional da Juventude Anglicana do Brasil deixou duas marcas, principalmente em mim que participo na Igreja Católica Romana, a primeira: que a juventude é e será protagonista de muitas mudanças positivas em nossas igrejas; a segunda foi a vivência concreta do ecumenismo. Ser ecumênico é olhar para este mundo que Deus fez e ver que nele há lugar para todos, cada um do seu jeito.
Esse
é o meu testemunho de tudo que vi, vivi e senti no Encontro da Juventude
Anglicana, em Bocaiúva do Sul – PR. Obrigada por me proporcionar esta experiência
de aprender um pouco mais com todos e todas.